A defesa da manutenção de uma hora do horário de almoço dos professores foi veementemente defendida pela presidente do Sinproeste, professora Juleide Almeida Corrêa, na audiência de mediação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC), em Florianópolis. A reunião ocorreu na segunda-feira (08/06), após uma mobilização realizada pelos sindicatos e professores em frente ao Sinepe, com caminhada até o TRT.
Durante a audiência, os sindicatos que representam os professores mantiveram a posição unificada em defesa dos direitos da categoria e contrária à proposta do Sinepe (sindicato paronal) de reduzir o intervalo de almoço de uma hora para 30 minutos.
“Em nossa manifestação, destacamos que a medida representa um retrocesso e desconsidera o cenário atual de preocupação com a saúde física e mental dos trabalhadores”, disse Juleide. Pesquisa realizada pelo Sinproeste demonstra que 97,5% dos professores rejeitam a redução do intervalo intrajornada.
A mediação
Ao longo da mediação, foram apresentadas alternativas para possibilitar o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Entre elas, o assessor jurídico do Sinproeste, advogado Erivelton Konfidera, sugeriu que a Convenção fosse assinada com as cláusulas já consensuadas entre as partes, deixando a discussão sobre o intervalo intrajornada para um momento posterior, por meio de Termo Aditivo e de uma comissão paritária formada por representantes dos trabalhadores e do setor patronal.
“A proposta buscava garantir o fechamento da CCT e a aplicação dos reajustes e demais direitos negociados, sem impedir o aprofundamento do debate sobre um tema tão sensível para a categoria”, explicou Erivelton. Ele também lembrou que no Oeste, além dos professores serem contrários à cláusula, não existe demanda das instituições de ensino para a redução do intervalo intrajornada.
A desembargadora Mirna Uliano Bertoldi, vice-presidente do TRT e coordenadora do Nupemec-JT/TRT12, também apresentou alternativas visando a construção de um entendimento entre as partes. No entanto, nenhuma das propostas apresentadas pelos sindicatos ou das sugestões construídas durante a mediação foi aceita pela representação patronal.
Encaminhamentos
Ao final da audiência, o Sinepe solicitou prazo de dez dias para apresentar uma nova redação da cláusula, que será analisada pelas entidades sindicais.
Para a presidente do Sinproeste, a mobilização enviou um recado claro: os professores estão atentos e dispostos a defender seus direitos. “O que vimos foi uma categoria unida, mobilizada e consciente da importância de preservar conquistas históricas. Intervalo não é privilégio. É uma questão de saúde, dignidade e respeito aos profissionais da educação. Seguiremos firmes na defesa dos professores da rede privada de ensino”, finalizou Juleide.
Fonte: Sinproeste











