Este mês é marcado como Agosto Lilás. O objetivo é de alertar a população sobre a importância da prevenção e do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Apesar das políticas públicas, Lei Maria da Penha, canais de atendimento e todas as possibilidades de acesso e visibilidade dada pelos canais de comunicação atuais, a violência contra a mulher segue aumentado.
As estatísticas de Violência contra a Mulher, em especial a Violência Doméstica, crescem anualmente em números assustadores. Segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a manifestação mais extrema desse cenário resultou em 1.571 vítimas de feminicídio, um aumento de 4% em relação a 2025.
Em 62,5% dos casos, os crimes ocorreram dentro da residência da vítima e 96,4% foram praticados por homens. Entre os autores, 60,9% eram parceiros íntimos e 18,9% ex-parceiros, demonstrando que quase oito em cada dez feminicídios continuam sendo cometidos por homens com vínculo afetivo direto com a vítima. Além disso, 65,1% das mulheres assassinadas eram negras e 56,5% tinham entre 25 e 44 anos.
Os registros de violência doméstica evidenciam que o feminicídio representa a etapa final de um ciclo contínuo de agressões. Para cada feminicídio registrado, o país contabilizou aproximadamente 502 ameaças, 182 agressões físicas, 84 descumprimentos de Medidas Protetivas de Urgência, 79 casos de stalking, 39 registros de violência psicológica e quase três tentativas de feminicídio, demonstrando a importância da intervenção precoce para interromper a escalada da violência.
Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha (11.340/06) que celebra seus 20 anos em 2026, é um marco no Agosto Lilás desse ano. A lei protege as mulheres contra as violências que acontecem no convívio doméstico, no âmbito familiar ou em relações íntimas de afeto.
Essa lei prevê como medidas protetivas o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato, a transferência da vítima e de seus dependentes a um abrigo especializado ou a inclusão em programa oficial de proteção.
Canais de atendimento:
Ligue 180 para contatar a Central de Atendimento à Mulher.
E ligue 190, na Polícia Militar, para situações de flagrante.
Fonte: Sinproeste, com informações de www.agostolilias.com.br








